
"Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro. E do quanto você jamais vai encontrar uma mulher que nem eu nesses lugares deprê em que procura. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim."
Tu não terás aqueles meus olhares bobos, nem aqueles abraços todos. Não quisestes me fazer sorrir em um domingo qualquer, à beira daquele mar. Portanto não vais descobrir meus segredos através desses sorrisos tortos. Eles, agora, pertencem ao dono dos meus sonhos. Não quisestes ser meu Sol. Nem que eu fosse tua Lua. Não quisestes ser nada meu. Não quisestes que eu fizesse parte dos seus planos. E não tens o direito de criticar-me pelas minhas faltas, nem de me cobrar pela minha falta de cobranças. Não tens o direito se quer, de ter direito. Não quisestes reparar minhas manias. Não quisestes conhecer mais do meu passado. Não quisestes ser meu. Não saberás sobre o meu hábito de tomar café antes de dormir, meu hábito de não tomar todo o café e sempre restar um pouco. Não ouvirás minha constante falta de argumentos e falta de organização dos meus pensamentos. Nem tão pouco, ouvirás de alguém o que já ouvistes de mim. Um "eu gosto de você" tão intenso, ou um "senti saudades suas" tão sincero. Não lerás mais palavras minhas escritas para ti. Não receberás de ninguém uma bola estourada de presente de aniversário. Não lerás os e-mails apaixonados que outrora eu te mandava. Não quisestes ver nos meus olhos meus sentimentos. Não quisestes ler nos meus lábios o meu desejo. Não terás a quem ensinar o que é "impedimento". Se quiser saber, eu ainda tinha muito o que aprender, mas tu não quisestes mais me ensinar. Não saberá por ninguém que eu comprei uma camisa do seu time preferido, só por ser boba e imaginar que assitiria à outros jogos junto à ti. Não vais se apaixonar pelos meus textos. Estes agora, terão novos personagens e tu destes, não será mais nem figurante. Não te contarei meus planos futuros ou sonhos passados, meus enganos, meus desassossegos. Não quisestes mais me dar conselhos. Não quisestes ser a minha paz. Nem que eu fosse teu abrigo.
Não me refugiarei em teus braços. Não contornarei teu sorriso com meus dedos e não mais cantarei aquela canção que me lembra tu. Não assistiremos ao último episódio daquela série juntos. Não vais poder reclamar do fato de eu simplesmente não ligar. Não vais fazer com que eu me sinta culpada por te falar sobre sentimentos. Por querer sair sozinha. Por não te escrever outros novos versos bonitos, logo para tu que me fizestes tão feliz.
Então preciso te pedir um último favor ainda depois daquele último beijo. Peço que não jogues fora aqueles presentes todos. Guarde-os aí em um canto qualquer bem escondido do seu novo quarto, onde tu esqueças por um longo tempo de que eles existam. E quando sentires falta de um amor, qualquer que seja este, procure-os, abra-os e leia-os. Se tu tiveres certeza de que estes não tem mais sentido algum para ti, abra a porta e jogue-os fora. Mas se despeça antes. Peça um último beijo, só para tu guardares o sabor que este louco amor teve e sentir o mesmo que eu senti quando abri a porta pela última vez para que tu fostes embora. Eles provavelmente terão um gosto doce de saudade, de nostalgia, mas nunca de arrependimento. Eles te farão sentir um medo do mundo lá fora, mas tu vais conseguir viver bem sem eles. Eu sei que vais. E te farão também sentir um vazio imenso, como eu senti ao fechar aquela porta e tu podes até pensar como eu pensei também, se quiseres: "E agora?" Isso, quando eu souber a resposta eu posso até te contar. E posso te dizer de antemão que amores sempre acabam, mas como o verão ou a primavera, eles sempre voltam.
E se mesmo assim ainda não fizerem sentido algum, e agora?! Agora? Agora, acabou.
:Boa sorte na defesa da monografia.