- T, diz meu nome.
- T.
- Não, eu tô falando sério.
- T.
- Pára de ser chato e diz meu nome.
- E não é T, não?
- Desisto!
- Adjane.
- Valeu!
(...)
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Amor de ninguém (Daniela Mercury)
O nosso amor não acabou
Só porque alguém olhou pra mim
E me dedicou tudo de bom
Só porque alguém me desejou
E parece que eu correspondi
Só porque alguém me quis feliz
Só porque alguém me conquistou
O amor não é seu
Não é meu nem de ninguém
O amor só quer amor
Não importa de onde vem
Não é mal nem é bem
O amor ninguém mandou
O amor não é meu
Não é seu nem de ninguém
Não tem cheiro, não tem cor
Nem é servo de ninguém
É por isso que na dor
Também pode haver amor
Quem manda aqui sou eu
"Eu já derramei um rio de lágrimas, muitas vezes chorei minhas mágoas só porque eu te amo demais
Olha amor, dediquei a você minha vida inteirinha
Do meu sonho de amor fiz você a rainha."
Olha amor, dediquei a você minha vida inteirinha
Do meu sonho de amor fiz você a rainha."
- Vá pegar uma maçã pra mim lá dentro!
(...)- Vá pegar uma maçã pra mim lá dentro, homi!
- Hã?!
- Vá lá dentro e pegue uma maçã pra mim!
- Pia veinha, a véa jura que manda aqui! (risos)
- Já foi?!
- Vou agora!
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
My Neighborhood
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Amor não se pede (Tati B.)

Se implorar resolvesse, não me importaria. De joelhos, no milho, em espinhos, agachada, com o cofrinho aparecendo. Uma loucura qualquer, se ajudasse, eu faria com o maior prazer. Do ridículo ao medo: pularia pelada de bungee jump.
Chorar, se desse resultado, eu acabaria com a seca de qualquer Estado, de qualquer
espírito.
Mas amor não se pede, imagine só. Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença? Não, não dá pra dizer isso. Ei, seu velho, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença? Não, você não pode dizer isso. Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença? Definitivamente, não, melhor não. Amor não se pede, é uma pena.
É uma pena correr com pulinhos enganados de felicidade e levar uma rasteira. É uma pena ter o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha. Um
semblante altista de quem constrói sozinho sonhos.
Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema? Mas amor, minha querida, não se pede, dá raiva, eu sei.
Raiva dele ter tirado o gosto do mousse de chocolate que você amava tanto.
Raiva dele fazer você comer cinco mousses de chocolate seguidos pra ver se, em algum
momento, o gosto volta.
Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar. Ele roubou sua leveza, mas, por alguma razão, você está vazia.
Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta. Porque amor, meu amor, não se pede, é triste, eu sei bem. É triste ver o Sol e não vê-lo se irritar porque seus olhos são claros demais, são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa. É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de transar pro resto da vida. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto
amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar. É triste lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele sabe, ele sabe.
Nova história embaçada (Caio F.)
Lembra realmente só que voltou atrás, em busca de um café, um bar, talvez um conhaque para ajudar a compreender o que acontecia. Mas nada acontecia.
E pensa que pensa ou deveria pensar ou é como se pensasse qualquer coisa assim: porque é desse jeito mesmo que as pessoas se comportam quando não decifram nos olhos do outro nenhuma promessa ou convite. Melhor: como nada no olho ou no gesto ou no campo vibratório dele denunciasse/revelasse que estava à procura de alguém para dividir a cama nas próximas horas da noite quase fria, portanto propícia a esses lances, era automaticamente deixado em paz. Pior: de lado.
Tudo confirmará. Mas nada acontecerá. Ah: conheço essas rimas em á. E depois delas, passaram-se anos. Aqueles, em que se perderam, sem terem chegado a se encontrar.
Eu parado na porta às quatro da manhã. Você indo embora. Eu me perdendo então desamparado entre garrafas vazias. Você indo embora. Eu indeciso entre beber um pouco mais, guardar discos, mastigar algum verso adoçando o inevitável amargo despertar, para depois deitar, partir, morrer, dormir, sonhar quem sabe. Você indo embora. Tocaria o telefone? Você indo embora, você indo embora.
Já que ninguém se lembrara de assassiná-lo nem pedi-lo em casamento, já que podia olhar em volta e em menos de um minuto escolher alguém para conversar dizendo coisas como você anda sumido(a), e aí, conta mais, diga lá, toma outra - em nome disso, prosseguia, embora sem saco.
De qualquer forma, poderia tê-lo amado muito. E amar muito, quando é permitido, deveria modificar uma vida - reconheceu compenetrado. Enfim, sempre podia ir até a cozinha e, distraído que não choraria sequer uma lágrima pela noite – e que bonita foi aquela noite - em que se encontraram e se perderam para sempre, repetir, e ninguém compreenderia, eu avisei, repetir num suspiro molhado de lembranças em que ninguém dá jeito: ah quantas, mas quantas, muitas, tantas para saudades daquele moço.
P.S.: Converse mais que eu pago seu lanche.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Que tal me amar? (Martha M.)
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor, mas permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... Gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem Xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia. Isso a gente vê depois, se calhar. Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos. Me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar... experimente me amar!
Adeus, nunca mais
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.
Quase não lembro mais de você. Meus dias estão mais leves, minhas noites estão mais tranquilas, minha vida adquiriu um tom menos acinzentado.
É, estou desamando amando e esquecendo também. O tempo avança ininterruptamente levando os dias de Sol e as noites de Lua. A foto – que outrora se faria necessária – hoje se demonstra amarelada, as lembranças estão em preto e branco, e nossa narrativa descoloriu precipitadamente, mesmo sem rostos, corpos e apesar do cheiro. Culpa do tempo. Mano velho.
E quando preciso me esforçar para lembrar, sei que logo hei de esquecer. Por trás desse esforço para lembrar existe uma vontade de abandonar no passado - apenas como lembrança - momentos que não mais voltarão, noites em claro esperando telefonemas que nunca chegavam e a velha e boba esperança do encontro prometido. A gente cresce e para de acreditar que o principe chegue em seu cavalo branco ou em um civic preto. Uma vontade louca de seguir em frente e se desprender do passado. É que simplesmente a gente esquece.
4 anos, 1 mês, 5 dias e 17 horas.
Quase não lembro mais de você. Meus dias estão mais leves, minhas noites estão mais tranquilas, minha vida adquiriu um tom menos acinzentado.
É, estou desamando amando e esquecendo também. O tempo avança ininterruptamente levando os dias de Sol e as noites de Lua. A foto – que outrora se faria necessária – hoje se demonstra amarelada, as lembranças estão em preto e branco, e nossa narrativa descoloriu precipitadamente, mesmo sem rostos, corpos e apesar do cheiro. Culpa do tempo. Mano velho.
E quando preciso me esforçar para lembrar, sei que logo hei de esquecer. Por trás desse esforço para lembrar existe uma vontade de abandonar no passado - apenas como lembrança - momentos que não mais voltarão, noites em claro esperando telefonemas que nunca chegavam e a velha e boba esperança do encontro prometido. A gente cresce e para de acreditar que o principe chegue em seu cavalo branco ou em um civic preto. Uma vontade louca de seguir em frente e se desprender do passado. É que simplesmente a gente esquece.
4 anos, 1 mês, 5 dias e 17 horas.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Aventureiro (Revelação)
eu to comprometido em me amarrar jamais,
aliás eu tenho medo de sofrer,
antes que seja tarde então vamos parar com isso.
Não, não tem outro jeito já que está ficando sério,
é quando um não quer dois nunca formam um casal,
eu to mal só de pensar que vai doer,
antes que seja tarde então vamos parar com isso.
Eu nesse faz de conta,
meu coração desmonta,
teu coração padece,
isso me entristece.
Seu corpo quer um ninho,
eu, só voar sozinho,
sem metade de nada,
sigo por essa estrada.
É, o destino é quem vai saber depois,
se vamos viver sós ou pra nós dois
que o bom Deus lhe conceda amor e paz,
quem sabe eu volte um dia ou nunca mais.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Apenas mais uma de amor (Lulu Santos)
Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
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