segunda-feira, 29 de junho de 2009

Conversa muda


- Sabe, às vezes tenho a impressão de que tu gostas um pouquinho de mim.

- Eu gosto realmente de ti, menina. Não sei como, nem até onde vai porque é tudo muito novo e as coisas foram acontecendo muito rápido. Por incrível que pareça é onde eu levo mais a sério. Tenho vontade de estar contigo e de ficar ao teu lado não só uma noite, mas ao mesmo tempo tenho receio de acreditar demais e depois ver que não era isso. Medo de me decepcionar,sabe?

- Fico feliz. Não me canso de relembrar nossas conversas, teus conselhos de garoto-sabe-tudo e me apaixono mais e mais a cada beijo teu. Quero te pedir desculpas pelo pouco caso que faço do nosso caso, é que ainda ando mudando e em passos largos e lentos vou aprendendo aos poucos.

- Eu sei, menina. Eu te entendo. Tu ainda tens muito a viver. Sem maiores declarações, sem toques, nem troca de palavras tu curtes como eu, apenas a companhia.

- Mas é que sinto uma necessidade enorme de te dizer o que eu sinto e não sei como. Posso até confessar: é que ninguém nunca me tratou com tanto carinho e teve tanta paciência comigo como tu tens. E tu me olhas e me diz que a vida é assim mesmo, que não há motivos para me preocupar e que tudo vai ficar bem. Chego até a pensar que não mereço tamanha consideração que tens por mim porque sou menina ainda, boba e mimada.

- Não digas isso, menina. E não me olhe com essa cara de desculpas. Não há motivos para isso. A tua vida caminha para a felicidade e tu precisas parar de arrumar empecilhos para dificultar teu sorriso (...) Por que choras?

- É que ontem foi domingo. Tu fostes embora na tua hora. Aguardei o teu telefonema para poder dormir e o fim de semana me foi tão bom que, ontem, não queria o teu beijo de despedida, não queria teu "até logo" ao meu ouvido, não queria tuas palavras mornas e distantes. Quis continuar com o abraço quente, com teu cuidado constante, com teus olhos nos meus e tu, de cobertor. Quis o teu silêncio no meu, quis o teu braço como travesseiro e teu respirar no ouvido. Senti saudade.

- Mas, menina, me dói essa tua saudade que te deixa triste. Sabes que estaremos juntos outra vez. Sabes o que senti e sabes que foi sincero. E agora, por que choras?

- É que não ligastes.

P.S.: Obrigada pela resposta, Meu Helder. Foi bastante esclarecedora.

Tudo novo de novo (Maria Fernanda)


"Eu vou enjoar, sei que vou. Corre em minhas veias isso: cansar-se. E quando canso, mudo. Desmudo. E mudo outra vez. Uma, duas, três, vinte vezes, se sentir necessário. Que dure semanas, meses ou — será? — anos. Segundos. Minutos. Hora. Comigo é assim, gostar e desgostar. Agora, acho lindo, depois quero esquecer, quero tudo novo de novo. Eu não queria, mas eu sei... É, eu vou mudar."

domingo, 28 de junho de 2009

Bom dia (Los Hermanos)


Bom dia
Olha as flores que eu trouxe pra você, amor
São pra comemorar aquele dia
Que passei a viver do teu lado
Eu me lembro, entre nós não havia quase nada
E agora é só você que me faz cantar
E é só você que me faz cantar...
Havia mil motivos pra eu não estar naquele show
Mas o nosso destino foi escrito
Sob o som de uma banda qualquer
Eu me lembro, em setembro conheci minha mulher
E agora é só você que me faz cantar
E é só você que me faz cantar (3x)

Aniversário de sua ausência (Tati B.)


E me ocupava em perguntar, de dez em dez segundos, e de dez em dez pessoas, quando é que você iria me ligar e dizer que tinha pensado melhor. Quando? Você nunca ligou, nunquinha. E eu esperei, esperei, esperei tanto tempo, nossa, como eu esperei. Acho que eu nunca esperei tanto nada em toda a minha vida... Mas quando você me mandou seguir meu caminho sozinha, fiquei sem saber como fugir da dor. Você era meu príncipe. Depois de tantos amores estranhos, pequenos, errados e tortos, finalmente eu tinha reconhecido no seu olhar centralizado e no seu sorriso espalhado, o meu príncipe. E o meu príncipe estava me dando o fora. Que porra eu ia esperar da vida agora? Quem iria me levar para longe se você não me queria mais por perto? A dor do seu pé na bunda trouxe vasos jogados, tardes perdidas em odiar o mundo. Quem sobrou é essa desconhecida que se conhece muito bem em suas bizarrices, não espera mais pelo cavalo branco mas fica ansiosa pelo início da novela e talvez esteja pronta para amar de verdade. Amar um homem e não um príncipe.


Contrato encerrado.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Buterflies in the garden'



"...As coisas e as pessoas que fazem parte da minha vida vão aos poucos entrando em mim, depois de algum tempo já não sei dizer o que é meu e o que é delas. Mesmo assim, bem no fundo, há coisas que são só minhas. E embora me assustem às vezes, é delas que mais gosto..."