quinta-feira, 30 de abril de 2009

É a emoção


"Mas ainda assim, não somos íntimos. Nada disso. Só estamos aqui, reunidos nesse momento, porque temos duas coisas muito simples em comum: nada melhor pra fazer e vontade de fazer sexo. Só isso. É o que está no contrato. E eu assino embaixo. Melhor assim. Muito melhor assim. Tô super bem com tudo isso. Nossa, nunca estive melhor.(...)E eu vou continuar sendo só daqui pra fora. Porque no nosso contrato, tomamos cuidado em escrever com letras maiúsculas: não existe ninguém aqui dentro.
Mas quando, de vez em quando, o seu ninguém colocar ali, meio sem querer, a mão no meu joelho, só para me enganar que você é meu dono. Só para enganar o cara da mesa ao lado que você é meu dono. Eu vou deixar. Vai que um dia você acredita."

Não fujas de mim


"Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido."

Você chegou, nem percebi
Algo mudou quando lhe vi
E eu já nem acredita numa nova paixão
Deixei a porta fechada do meu coração
Agora diz se é ilusão
Se vai ferir meu coração
Eu não suportarei essa dor novamente
Pois sei que eu te amarei eternamente
Quem é você que me deixa perturbada?
Vai me enlouquecer não consigo fazer nada
Quem é você que chegou sem dizer nada
E sem querer me deixou enamorada
Não fujas de mim

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Quando eu te der um sorriso tu me dá um beijo?



“Eu tenho vontade de te contar tantas coisas. Mas você não sabe como dói e como é solitário ser gente. Mas gente acha só que é mais uma perda de tempo. E eu, que sei lá que merda sou, queria muito que não fosse. Me dá de novo a vontade de ir embora. Eu to sempre indo embora, mas aí vai um super clichê...: é de tanto que eu só queria ficar. E queria que você não achasse que sou sempre louca, ainda que eu seja... Ser gente é um saco, um porre, uma coisa entravada no peito. Mas o que eu queria mesmo te dizer é que, só porque talvez você queira saber, nem gente mais eu ando conseguindo ser.”

Hoje eu ouvi aquela música que me lembra você. Hoje eu passei em frente à sua casa e me lembrei de você. Hoje eu conheci um garoto que estuda com você. Hoje eu esperei que você falasse comigo para dizer: “Senti saudade de você essa semana.” Saudade que eu sinto a cada música que ouço, a cada garoto que conheço e a cada vez que passo pela sua calçada. Saudade essa, que existe desde o dia em que te conheci, mas é que eu me esqueci de escondê-la direito, aí essa semana achei ela junto da minha esperança de que você ainda me quisesse.
Não preciso de você na minha vida como precisava antes. Você passou a ser meu pretérito imperfeito. Mas achei que você pudesse me convidar para um almoço no dia seguinte de alguma festa. Achei até que a gente podia se encontrar de novo por acaso. Achei que você poderia me chamar para dançar e a gente poderia até se beijar. Achei que a gente pudesse ficar juntos de novo só para matar essa saudadezinha que incomoda meu coração. Achei que você poderia gostar só um pouquinho de mim para me fazer só um pouquinho feliz, mas achei estar querendo demais. Aí quando resolvo me esquecer de você lembro que passo todos os dias perto de onde você mora e me lembro do convite - meio sem jeito – para passar à tarde na sua casa. E eu talvez até aceitasse outro convite qualquer dia desses, sabe?
Tenho saudade de subir aquelas escadas. Tenho saudade de atravessar a rua de mãos dadas com você. Tenho saudade de todos os últimos beijos. E deu vontade de lembrar o gosto que o chocolate tem. Deu vontade de tomar sorvete. Deu vontade de ser mimada; de ser amada. Da próxima vez que eu te der um sorriso promete que me dá um beijo?

domingo, 26 de abril de 2009

Por um segundo eu pensei que tinha me esquecido de você


"Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim"


Por um segundo eu pensei que tinha me esquecido de você. Quando te via meu coração parava um tempinho e voltava a bater acelerado, num descompasso compassado. E minhas pernas... Ah, estas eu não sentia por alguns muitos segundos. Era só enxergar você para eu me desconcertar, para meu mundo escurecer e trazer à mente as emoções daqueles dias. Para eu voltar a me perguntar o por quê de tanta coisa de uma única vez. Só para a queda ser maior; comprovado.
Vou chegar qualquer dia desses e falar assim: "Oi! Tudo bem?" E vou esperar você responder com aquele sorriso que um dia me fez tão bem: "Oi!" E isso já vai bastar, eu acho.
Hoje tentei apagar o número do seu celular do meu, mas não consegui e não ia adiantar mesmo. Já decorei de tanto que olhei para ele querendo ligar e falar assim: "Oi! Tudo bem?" Mas tive medo do seu silêncio. Tive medo de que essa interrogação se tornasse um ponto final.

sábado, 18 de abril de 2009

O céu é azul, sem nuvem é azul


"- T, diz uma coisa bem bonitinha pra mim, please?!
- O ceu é azul!
- Eu num acredito nao?!
- Né lindo não, T?
- Seu conceito de lindo é diferente do meu, muito diferente!
- T, fala uma coisa bem linda pra mim?!
- EU ODEIO VC!
- O céu azul, sem nuvem é azul!"

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Até porque os depois costumam não existir


“Que ainda guarda meus assuntos inacabados e alguns encontros mal resolvidos. Fico parada em pé com o pensamento longe. As histórias que eu queria ter vivido por inteiro ou pelo menos ditado o final, como nos livros que eu não termino”

Eu não sei lidar com começos e com finais. Nasci pra ser recheio: eu gosto do meio! Nasci pra pré-encher. Apesar de não entender de metades porque sou toda. Toda exagero, toda invenção, toda ficção e toda realidade.
Sou egoísta, complicada, complexada e ao contrário de muitas outras “gentes” não tenho vergonha de expor meus medos e não nego: tenho medo de enfrentá-los e não tô a fim de enfrentá-los agora. Guardo-os dentro de mim. Quando tiver paciência e coragem, talvez eu resolva destruí-los. Mas isso são outros verões.
Começo coisas já esperando pelo fim porque sei que sempre acabam. Nem preciso aprender a terminar. Por isso sinto tudo de uma vez só pra não sobrar nada para depois. Até porque os depois costumam não existir. Eu só tenho pavor das metades. Por isso: sinto muito! Aliás, sinto tudo. “Lamento, com mágoa precoce, por todo futuro que vira pretérito antes de fazer modo indicativo.”
Cansei das conversas que não tive. Das conversas embaladas de verdades inventadas que procuram explicação para a falta de palavras.
Deu soluços nos sentimentos e apesar disso, meus sorrisos estão intactos. O que não quer dizer que eu desaprendi a chorar. Eu sei transbordar e me envergonharia se não soubesse. Meu ser tão cheio de luas e de fases fica imaginando quantas estrelas perdidas no meu olhar vão ficar lá, indesvendáveis. Começadas e incompletas. Nunca terminadas, por conseqüência. Não sei como alguém pode não se sentir a vontade para descobrir estrelas perdidas. Mas há tanta coisa que eu não sei e não vou saber. Até porque os depois costumam não existir.