sexta-feira, 31 de outubro de 2008

E sem vocês eu não sería


"...Mas não sabem que no filme sem vocês eu sou
Figurante sem destino nem história..."


Porque sem vocês eu não teria tantos sorrisos e minhas poses seriam ridículas ao invés de engraçadas. Porque vocês fazem parte da minha história mais bonita. Porque é com vocês que eu sempre tenho as melhores conversas, as melhores brigas e as melhores festas. Porque é com vocês, só com vocês que eu divido os garotos da minha vida (tá virando cabaré). Porque vocês me entendem com um olhar e com minha falta de palavras. Porque aquela viagem não foi tão legal e aqueles dias sem vocês não foram especiais. Porque minha felicidade depende da felicidade de vocês. Porque eu reclamo quando estou perto, mas sinto uma saudade enormemente grande quando estou longe. Porque sim e porque EU quero!Porque vocês só acham que sabem e eu sei. Porque apesar dos meus segredos não estarem bem guardados eu sempre confio eles a vocês, né?! Porque eu sei com quem vocês devem ou não namorar. E eu brigo porque não quero que vocês sofram nunca e aprendam com os meus erros. Porque a gente brinca de ser mulher, mas vai morrer sendo criança. Porque os segredos dos outros não são segredos para a gente. Porque eu sempre vou ter um motivo para sorrir quando lembrar desses momentos. Porque eles não vão ser pra sempre, mas eles já são eternos. Porque sem vocês não sou nem pá. Porque vocês sabem quem eu sou e eu não seria se não fossem vocês.

Taíse, Silvia, Eu, Bruna, Tina e Patricia

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Olhos verdes (Gonçalves Dias)


Eles verdes são:
E têm por usança
Na cor esperança
E nas obras não.
Camões, Rimas.


"São uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos de verde-mar,
Quando o tempo vai bonança;
Uns olhos cor de esperança
Uns olhos por que morri;
Que, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Como duas esmeraldas,
Iguais na forma e na cor,
Têm luz mais branda e mais forte.
Diz uma - vida, outra - morte;
Uma - loucura, outra - amor.
Mas, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
São verdes da cor do prado,
Exprimem qualquer paixão,
Tão facilmente se inflamam,
Tão meigamente derramam
Fogo e luz do coração;
Mas, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
São uns olhos verdes, verdes,
Que pode também brilhar;
Não são de um verde embaçado,
Mas verdes da cor do padro,
Mas verdes da cor do mar.
Mas, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Como se lê num espelho
Pude ler nos olhos seus!
Os olhos mostram a alma,
Que as ondas postas em calma
Também refletem os céus;
Mas, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Dizei vós, ó meus amigos
Se vos perguntam por mi,
Que eu vivo só da lembrança
De uns olhos da cor da esperança,
De uns olhos verdes que vi!
Que, ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Dizei vós: Triste do bardo!
Deixou-se de amor finar!
Viu uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos da cor do mar;
Eram verdes sem esp’rança,
Davam amor sem amar!
Dizei-o vós, meus amigos,
Que, ai de mi!"

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Ele, por que ele?


O que ele tivera?
Não é o que ele tivera. É o que ele nunca deixara de ter: a boca, o sorriso, o perfume, as mãos tão quentes de segurar, é o tênis que ele usara e aquela roupa branca. Aquele jeito de andar todo estiloso, o abraço apertado que ele dera sem precisar dizer que estivera com saudade, o beijo lento e demorado, a maneira que ele me segurara pela cintura, de segurar minha mão e não soltar como se tivesse medo de que eu fugisse de perto dele, o jeito que ele me olhara com um brilho nos olhos prestando atenção em todas as minhas palavras, as palhaçadas e brincadeiras e até quando ficara em silêncio olhando pro nada ele fora perfeito. Quando ele começara a falar da vida dele e se tornara o cara mais sério do mundo, mas era só olhar pra mim que deixara de ser esse cara. Fora ele.
Ele tivera a minha confiança, tivera meus desejos, tivera minhas virtudes e meus erros e acertos. E ele não precisara ser outra pessoa comigo, já bastara pra mim que ele fosse ele.
Porque ele me fizera rir, porque ele me fizera sentir algo verdadeiro e eu não precisara fingir que gostara daquilo tudo porque eu realmente gostara. Ele, porque ele me fizera chorar de saudade. Ele, porque eu não precisara dizer que amo, nem que odeio pra ele entender o que sentira e o que eu quisera.
Ele, porque quando imagino alguém a primeira imagem que me vem à mente é a dele. Ele, porque quando ouvira sua voz meu corpo estremecera e longe dele todo esse tempo eu quase enlouquecera. Porque, ao contrário dos outros, ele quisera conversar para tentar me entender. E ele me entendera.
Ele, porque ele dera o primeiro passo e todos os outros também. Ele, por que eu quisera que fosse ele e ele também.
Ele, porque nenhum outro fora tão gentil, ou tão inteligente. Porque ele ligara pra mim no dia seguinte e me convidara para almoçar, por que ele me fizera gostar de chocolate e porque qualquer coisa pra ele significa tudo.
Ele, porque ele fora minha metade quando estivéramos juntos e está sendo a maior parte de mim agora que estamos separados.
Ele, porque eu tivera muito medo de perdê-lo. Ele, porque eu tivera medo de encontrá-lo e mais medo ainda de nunca mais encontrá-lo. E esse medo some quando eu penso nele. Ele me acalmara, me fizera sentir viva e me fizera acreditar em mim. Ele, porque ele fora uma lembrança linda e porque fora também o meu pretérito mais-que-perfeito.

(Um mês de você)

sábado, 18 de outubro de 2008

Aquelas três palavrinhas (Lívia "Bernardi")


Ela esperava por ele, às vezes, envolta de nostalgia... Ele podia nem imaginar, mas ela estava freqüentemente parada a esperar, talvez acreditasse que caso permanecesse sempre no mesmo lugar, enquanto ele mudava os dele, um dia algo seria mediador do grande encontro e enfim, ela ouviria aquela frase lendo todos os movimentos que a boca dele fazia. Talvez, o seu cérebro não processasse tudo de imediato, na verdade, aquele era o momento do mundo se eternizar. Todo o silêncio seria permitido, todas as explicações desnecessárias. Ela ia tentar explicar depois, mais provável não conseguiria. Bem no íntimo ela sabia ser impossível colocar em palavras a avalanche de sensações, talvez escrevesse um poema, ou apenas procurasse algumas palavras já ditas para não ter que perder tempo buscando as explicações que agora eram visíveis, tocáveis, sentidas em plenitude.
Talvez ela venha a sentir falta do mistério e desejar que tudo reinicie, vai ver que a válvula que tudo move, opera nesse sentido. Desencontrar, imaginar, encontrar, expressar, sentir... E por fim, desencontrar! E burlando toda a lógica da contradição, encontrar a felicidade tão amplamente desejada. E depois decidir: a presença cotidiana ou a ausência misteriosa?
“Jaz aqui todas as dúvidas, explica-me e por fim, dizes aquelas palavras, antes de ires...” – ela diria ou não conseguiria? Após ouvi-las ou não, ele provavelmente partiria, mas dessa vez, deixando uma parte maior de si, levando uma parte maior dela. E então, seria a vez dele parar? E ela daria voltas em torno de si, de lugares e de lembranças, para encontrar o que foi aquela felicidade novamente ou quem sabe ela esquecesse. Talvez fosse possível, talvez tivesse sido aquela a oportunidade certa de permanecer. Prefeririam não arriscar e optou por não entender.
A menina das palavras freqüentemente escolhera não escrever para não ter que reviver tudo em pensamento, em leitura, em sonhos, em vida. Preferira não mais escutar aquelas palavras até ter a oportunidade jamais desperdiçada de ouvi-las. Sabia do mistério que os envolvia, rezava para que ele fosse finito, torcia para estar errada.
Havia perdido o bom senso? Assim como tudo aquilo, não se perde o que não se teve, mas isso depende do conceito de ter. E ela tinha dezenas de conceitos para expor em centenas de situações, milhares de palavras aprendidas em canções, poemas, prosas, vivência e desejos.
De todas as palavras que a perseguiam, tornaram-se companheiras, objeto de raiva, de amor, de bondade, de sobriedade. O importante ela sabia, só precisava escutar e ver pelo menos uma vez, aquelas três pequenas palavrinhas.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Cheiro de saudade


Nada mais me inspira e tudo ainda me lembra você. Busco em outras pessoas o seu cheiro, seu sorriso, seus olhos, sua boca e não consigo sentir vontade. Só sinto saudade. Não quero procurar em outras pessoas o que eu sei que posso encontrar em você.
Já senti isso por outros (muitos outros), mas com você tudo é diferente. Tudo foi mais real.
Preciso que você olhe para mim e me diga aquelas palavras bonitas que me fizeram gostar de você. Preciso que você olhe nos meus olhos e me faça sentir como se nada mais importasse, como se só existisse eu e você. Preciso de você. Sinto sua falta e sentir sua falta é ver em cada estranho algo que me lembra você. É fechar os olhos, imaginar o tempo que passei ao seu lado e reviver cada emoção, cada sorriso...
Comentei que não me lembraria do seu rosto querendo dizer que nunca ia me esquecer de você, mas agora você é só mais uma “felicidade impossível”.
Não quero nunca mais te ver, mas queria passar o resto da minha vida com você. Queria que dessa vez tivesse dado certo por que de outra vez não vai dar. Nunca mais.
Vou esquecer você, seu cheiro e apagar você de vez da minha vida.
Ah, tenho uma coisa pra contar: comprei o perfume que você usa.

“Você é um conhecido, você foi a melhor noite da minha vida.”

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O médico e o monstro da solidão 2


Ia te mandar uma música linda que tenho ouvido bastante, queria te encher de música boa, de tudo que eu gosto... Mas foi bom não ter feito, acho que há sempre um Tempo de Verdade.
Já perdi a conta de quantas vezes fiquei sozinha e me senti muito mal me prometendo que nunca mais iria confiar em alguém... Muitas e muitas vezes. Mas eu sempre acabo confiando e entregando meus pensamentos ao primeiro que me olha, me faz sorrir e me fala coisas bonitas.
Sim, dessa vez você é o ocupado. Eu também sou, de formas bem diferentes, mas você parece continuar usando o esquema de me afugentar com a sua clara e angustiante falta de interesse e eu não mereço isto. Não mereço porque ninguém despejou tanto amor gratuito e delicioso, mas desperdiçado sobre você, porque eu fico passando mal fisicamente e emocionalmente sem conseguir estudar, ou pensar direito porque eu te trato com um endeusamento que sei que nem você mesmo merece e que incomoda agora mais do que nunca.
E que bom que apesar de querendo chorar como uma garotinha a cada vez que me lembro de você, tenho forças para sorrir - e muito. Você me faz um bem extraordinário à medida que me faz um mal assombroso.
No entanto preciso cuidar do meu umbigo, por mais vazio que ele esteja agora, preciso escrever muito, mas pelo menos vou estar parcialmente feliz e agora sim ninguém pode falar que eu não tentei. Vou seguir a minha vida, que é sim ambiciosa num sentido bom e apaixonado. Vou cuidar de mim, dos meus sonhos e embora saiba que eu não estou nos seus planos e não faço parte do seu chão ainda desejo que um dia o destino nos ponha frente a frente por que apesar de você ter feito o que fez (...) ainda sonho com seu beijo.

Cartas pra você (Nx Zero)


Eu tento te esquecer
Mas tudo que eu escrevo
É sobre você
Eu não posso me enganar
Fingir que estou bem
Porque não estou
Preciso de você(Uh uh uh)
Preciso de você
Essa noite
E hoje estou aqui
Só pra te cobrar
O que você disse
Que iria ser pra sempre
Mas não foi assim
Agora o que me resta
Escrever nessa Carta
Pra lembrar
Eu passo tanto tempo
Só te procurando
Em um outro alguém
Mas não posso me enganar
Sinto sua falta
E ninguém pode ver
Preciso de você(Uh uh uh)
Preciso de você
Essa noite
E hoje estou aqui
Só pra te cobrar
O que você disse
Que iria ser pra sempre
Mas não foi assim
Agora o que me resta(Uh uh uh)
Escrever nessa Carta(Uh uh uh)
Preciso de você(Uh uh uh)